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Tullio
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« em: 03-06-2010 , 11:28 » |
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O Budismo é uma religião e filosofia que engloba um conjunto de crenças, tradições e práticas, baseadas nos ensinamentos atribuídos a Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda (Páli/Sânscrito "O Iluminado"). Buda viveu e desenvolveu sua filosofia no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos IV e VI a. C.. Ele é reconhecido pelos adeptos como um mestre iluminado que compartilhou suas ideias para ajudar os seres sencientes a alcançar o fim do sofrimento, alcançando o nirvana e escapar do que é visto como um ciclo de sofrimento do renascimento. Alguns mestres budistas, porém, ensinam que o Nirvana é uma percepção, um insight e não um estado, pois nem todas as escolas do Budismo creem em reencarnação.
O budismo pode ser divido em dois grandes ramos: Teravada ("A Escola dos Anciãos") e Mahaiana ("O Grande Veículo"). Teravada, é o mais antigo ramo do budismo, e é bastante difundida nas regiões do Sri Lanka e sudeste da Ásia, já o segundo, Mahaiana é encontrado em toda a Ásia Oriental e inclui, dentro de si, as tradições e escolas Terra Pura, Zen, Budismo de Nitiren, Budismo Tibetano, Tendai e Shingon. Em algumas classificações, a Vajrayana aparece como subcategoria de Mahaiana, entretanto, é reconhecido como um terceiro ramo.
Mesmo o budismo sendo uma prática muito popular na Ásia, os dois ramos são encontrados em todo o mundo. Várias fontes colocam o número de budistas no mundo entre 230 milhões e 500 milhões, tornando-o a quinta maior religião do mundo.
As escolas budistas variam significativamente a natureza exata do caminho da libertação, a importância e canonicidade de vários ensinamentos e, especialmente, suas práticas. Entretanto, as bases das tradições e práticas são as Três Jóias: O Buda, o Darma (ensinamentos) e Sangha (a comunidade).
Encontrar "refúgio na jóia tríplice" é, em geral, o que distingue um budista de um não-budista. Outras práticas podem incluir a renuncia convencional de vida secular para se tornar um meditador ou um monástico da comunidade, e cultivar a plena consciência e sabedoria, estudando as escrituras, com exercícios físicos, devoção e cerimônias, e até mesmo a invocação de Bodisatva. A Vida de Buda
Ver artigo principal: Siddhartha Gautama
Gautama com seus cinco companheiros, que mais tarde compuseram o primeiro Sangha. Pintura da parede de um tempo em Laos.
De acordo com a narrativa convencional, o Buda, nasceu em Lumbini, hoje patrimônio mundial da UNESCO, por volta dos anos 536 a. C., e cresceu em Kapilavastu, ambos localizados onde hoje corresponde a região do Nepal.
Logo após o nascimento de Siddhartha, um astrólogo visitou o pai do jovem príncipe, Suddhodana, e profetizou que Siddhartha iria se tornar um grande rei e que renunciaria o mundo material para se tornar um homem santo, se ele, por ventura, visse a vida fora das paredes do palácio.
O rei, Suddhodana, estava determinado a ver o seu filho a se tornar um rei, impedindo, que ele saisse do palácio. Mas, aos 29 anos, apesar dos esforços de seu pai, Siddhartha se aventurou por além do palácio diversas vezes. Em uma série de encontros - em locais conhecidos pela cultura budista como o "quatro pontos"|titulo=Buddhism |trabalho=Barbara O'Brien |data= |acessodata=8 de Fevereiro de 2010}}</ref> -, ele soube do sofrimento das pessoas comuns, encontrando um homem velho, um outro doente, um cadáver e, finalmente, um ascético sadhu, aparentemente, contente e em paz com o mundo. Estas experiências levaram Gautama, eventualmente, abandonar a vida real ir em busca de uma vida espiritual.
Siddhartha Gautama, fez uma primeira tentativa, experimentando ascética e quase morreu de fome ao longo do processo. Mas, depois de aceitar leite e arroz de uma menina da vila, ele mudou sua abordagem. Ele concluiu que as práticas ascéticas extremas, como o jejum prolongado, respiração pressa e a exposição à dor, trouxe poucos benefícios, espiritualmente falando. Ele deduziu que as práticas eram prejudiciais aos praticantes. Ele abandonou o ascetismo, concentrando-se na meditação anapanasati, através do qual ele descobriu o que, hoje, os budistas chamam de caminho do meio: um caminho que não passa pela luxúria e pelos prazeres sensuais, mas que também não passa pelas práticas de mortificação do corpo.Quando tinha 35 anos de idade, Siddhartha sentou em baixo de uma árvore do tipo sacred fig, hoje conhecida como árvore de Bodhi, localizada no Bodh Gaya, na Índia, e prometeu não sair dali até conseguir atingir a 'iluminação'. A lenda diz que Siddhartha conheceu a dúvida sobre o sucesso de seus objetivos, ao ser confrontado por um demônio chamado Mara, que simboliza o mundo das aparências e, muitas vezes, é representado por uma cobra naja. Ainda segundo a lenda, Mara ainda teria oferecido o nirvana à Sidarta, contudo, ele percebera que isso o levaria a se distanciar do mundo e o impediria de transmitir seus ensinamentos adiante. Assim, por volta dos 40 anos, Sidarta se transformou no Buda, o iluminado, atraindo um grupo de seguidores e instituiu uma ordem monástica. Agora, passara seus dias ensinando o darma, viajando por toda a parte nordeste do subcontinente indiano. Ele sempre enfatizou que ele não era um deus, e que a capacide de se tornar um buda pertencia ao ser humano. Faleceu aos 80 anos de idade, em 483 a. C., em Kusinagar, na Índia.
Os estudiosos se contradizem em relação as afirmações sobre a história e os fatos da vida de Buda. A maioria aceita que ele viveu, ensinou e fundou uma ordem monástica, mas, não aceita de forma consistente os detalhes de sua biografia. Segundo o escritor Michael Carrithers, em seu livro "O Buda", o esborço de uma vida tem que ser verdadeira: o nascimento, a maturidade, a renúncia, busca, despertar e libertação, o ensino e a morte.
Ao escrever uma biografia sobre Buda, Karen Armstrong, disse: "É obviamente difícil, portanto, escrever uma biografia de Buda, atendendo aos critérios modernos, porque temos muito pouca informação que pode ser considerado 'historica'... mas, podemos estar razoavelmente confiante, pois, Siddhatta Gotama realmente existiu e que os seus discípulos preserva a sua memória, sua vida e ensinamentos"Vida e o Mundo Carma: Lei de Causa e Efeito
Tradicional thangka do budismo tibetano alusivo à "Roda da Vida", com seus seis reinos.
Carma (do sânscrito कर्म, transl. Karmam, e em pali, Kamma, "ação") no Budismo é a força de samsara sobre alguém. Boas ações, (páli: "Kusala"), e/ou ruins (páli: Akisala), geram "sementes" na mente, que virá florar nesta vida ou em um renascimento subsequente[19]. Com objetivo de cultivar as ações positivas, o sila, é um conceito importante do budismo, geralmente, traduzido como "virtude", "boa conduta", "moral" e "preceito".
No Budismo, o Carma se refere especificamente a essas ações (do corpo, fala e mente) que brotam da inteção mental (páli:"cetana") e que geram consequencias ("frutos") e/ou resultado ("Vipaka"). Cada vez que uma pessoa age, há alguma qualidade de intenção em sua mente, e essa intenção muitas vezes não é demonstrada pelo seu exterior, mas está em seu interior, e este determinará os efeitos dela decorrentes.
No budismo Teravada, não pode haver salvação divina ou perdão de um carma, uma vez que é um processo puramente impessoal que faz parte do universo. Outras escolas, como a Maaiana, porém, tem opiniões diferentes. Por exemplo, os textos dos sutras (como o Sutra do Lótus, Sutra de Angulimala e Sutra do Nirvana) afirmam que recitando ou simplesmente ouvindo seus textos as pessoas podem expurgar grandes carmas negativos. Da mesma forma, outras escolas, Vajrayana por exemplo, incentivam a prática dos mantras como meio de cortar ou carma negativo.
Renascimento
Renascimento se refere a um processo, pelo qual, os seres passam por uma sucessão de vidas como uma das muitas formas possíveis de senciência. Entretanto, o budismo rejeita conceitos de "autoestima" permanente ou "mente imutável", eterna, como é chamado no cristianismo e, até mesmo, no hinduísmo, pois, no budismo, existe a doutrina do anatta, sobre a inexistência de um "eu" permanente e imutável. De acordo com o budismo, o renascimento em existências subsequentes deve antes ser entendida como a continuação dinâmica, em constante processo de mudança "Originação dependente" (Sânscrito: "pratītya-samutpāda"), determinado pelas leis de causa e feito (Carma), em vez do que a de um ser, encarnação ou transmigração de uma existência para outra. Cada renascimento ocorre dentro de um dos seis reinos, de acordo com os seus reinos de desejos, podendo variar de acordo com a escolas:
1. Seres dos Infernos: Aqueles que vivem em um dos muitos infernos. 2. Preta: O reino de seres que padecem de necessidades sem alívio, sofrimento, remorsos, fome, sede, nudez, miséria, sintomas de doenças, entre outros.[24] 3. Animais: Um espaço de divisão com os humanos, mas, considerado como outra vida. 4. Deva: Comparado ao paraíso. 5. Semideuses: variavelmente traduzido como "divindades humildes", demônios, Titãs, e anti-deus; não é reconhecido pela escola Teravada e Maaiana. 6. Seres Humanos: Um dos reinos de renascimento, em que é possível atingir o Nirvana.
O renascimento em alguns dos céus mais alto, conhecido como o mundo de Śuddhāvāsa (Moradas puras), pode ser alcançada apenas por budistas profissionais qualificados, conhecidos como não regressistas (Sânscrito: "anāgāmis"). Já o renascimento no reino sem forma (Sânscrito: arupa-dhatu), pode ser alcançando apenas por aqueles que podem meditar sobre o arupajhanas, o maior objeto de meditação.
De acordo com o budismo praticado no leste asiático e o budismo tibetano, há um estado intermediário (Tibetano: "Bardo") entre uma vida e a próxima. A posição Teravada ortodoxa rejeita este conceito, no entanto, existem passagens no Samyutta Nikaya do Cânone Páli (coleção de textos em que a tradição Teravada é baseada), que parecem dar apoio à ideia de que o Buda ensinou que existe um estado intermediário entre essa vida e a próxima.
O Ciclo de Samsara

Samsara é o clico das existências, onde reinam o sofrimento e a frustação engendrados pela ignorância e pelos conflitos emocionais que dela resultam. O Samsara compreende os três mundos superiores (Deva, semideuses e seres humanos) e os três inferiores (Seres dos Infernos, preta e animais), julgados não por um valor, mas, em função da intensidade de sofrimento. Os budistas acreditam, em sua maioria, no samsara, esse, por sua vez, é regido pelas leis do carma: a boa conduta, produzirá bom carma, e o má alma, produzirá carma maléfico. Assim, como os hindus, os budistas, interpretam o samsara não esclarecido como um estado de sofrimento. Só nos libertamos do samsara, se atingirmos o estado total de aceitação, visto que nós sofremos por desejar coisas passageiras, e alcançar o nirvana, ou, a salvação.Sofrimento: Causas e Soluções As Quatro Nobres Verdades
De acordo com o Cânone Páli, as Quatro Nobres Verdades foram os primeiros ensinamentos deixados pelo Buda, depois de atingir o Nirvana. Algumas vezes, são consideradas como a essência dos ensinamos do Buda e são apresentados na forma de um diagnóstico médico.
1. A vida como a conhecemos é finalmente levada ao sofrimento e/ou mal-estar (Dukkha), de uma forma ou outra. 2. O sofrimento é causado pelo desejo. Isso é, muitas vezes, expressado como um engano agarrado a um certo sentimento de existência, a individualidade, ou para as coisas ou fenômenos que consideramos causador da felicidade e infelicidade. O desejo também tem seu aspecto negativo. 3. O sofrimento acaba quando termina o desejo. Isto é conseguido através da eliminação da ilusão, assim, alcançamos um estado de libertação do iluminado (Bodhi). 4. Esse estado é conquistado através dos caminhos ensinado pelo Buda.
Este método é descrito por alguns acadêmicos ocidentais, e ensinados como uma introdução ao budismo por alguns professores contemporâneos do Maaiana, como por exemplo, o Dalai Lama.
De acordo com outras interpretações de mestres budistas e eruditos, e recentemente reconhecido por alguns estudiosos ocidentais não budistas, as "verdades" não representam meras declarações e/ou indicações, entretanto, essas podem ser agrupadas em dois grupos duas:
1. Sofrimento e as causas do sofrimento 2. Cessação do sofrimento e os caminhos para a libertação
Assim, a Enciclopédia Macmillan de Budismo, simplifica as Quatro Nobres Verdades, deixando-as da seguinte maneira:
1. "A Verdade Nobre Que Está Sofrendo" 2. "A Verdade Nobre Que É O Surgimento do Sofrimento" 3. "A Verdade Nobre Que É O Fim do Sofrimento" 4. "A Verdade Nobre Que Que Produz o Fim do Caminho de Sofrimento"
A compreensão tradicional do Teravada,sobre as Quatros Nobres Verdades, são que essas são um ensino avançado para aqueles que estão "prontos". A posição Maaiana, é que eles são ensinamentos prejudiciais para as pessoas que ainda não estão prontos para ensinar. No Extremo Oriente os ensinamentos são pouco conhecidos
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