Apesar de toda a tecnologia de que dispomos hoje em dia, o conhecimento directo do interior do nosso planeta é muito limitado. São sobretudo dados fornecidos pelo estudo das actividades vulcânica e sísmica que nos permitem formular modelos sobre a constituição interna da Terra.
Algumas explorações mineiras permitem obter materiais que se encontram até cerca de 4 km de profundidade.
Os vulcões lançam para o exterior materiais existentes a profundidades que podem atingir os 100 a 150 km. Estes proporcionam-nos dados sobre a temperatura no interior da Terra e sobre a sua composição química, apesar de relativos a uma região superficial quando comparada com o raio terrestre.
As sondagens são perfurações verticais na crosta que atingem frequentemente vários milhares de metros de profundidade. No entanto, quando comparadas com o raio terrestre, aproximadamente 6370 km, não são significativas para desvendar como é o interior da Terra.
A Terra tem uma origem contemporânea e é formada a partir dos mesmos materiais dos restantes planetas do Sistema Solar, bem como dos asteróides, muitos dos quais sofreram poucas modificações desde a sua formação. Por esta razão, a exploração espacial, feita por exemplo, pelas sondas espaciais e pelos satélites, fornece cada vez mais dados sobre diversos aspectos destes corpos celestes que podem ser, assim, comparados com a Terra.
A tomografia sísmica é uma técnica que utiliza computadores para construir imagens tridimensionais do interior da Terra. Estas imagens resultam da análise da velocidade de milhares de ondas sísmicas que atravessam o globo em diferentes direcções.
O estudo dos meteoritos fornece muitas informações sobre alguns tipos de rochas existentes no Sistema Solar, e que os cientistas pensam encontrarem-se também no interior da Terra.
Retirado de Terra Mãe CN - 1.º Vol. - tema "Terra em Transformação" - 3.º Ciclo,
de Helena Vaz Domingues, José Augusto Batista, Marília Serrano Sobral, Texto Editores.