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« Responder #1 em: 11-03-2010 , 21:35 » |
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A teoria do Big Bang prevê um instante inicial para a origem do Universo, isto é, fala de singularidade, afirmando que, no momento em que tudo começou, o que existia estava reduzido a um ponto sem dimensões.
A expansão do Universo constitui a primeira prova a favor desta teoria, actualmente aceite de forma generalizada pela comunidade científica, que considera a expansão uma consequência do Big Bang.
Existem outros factos que a confirmam. Um deles é a existência de radiação cósmica de microondas. O espaço criado pelo Big Bang encheu-se de radiação altamente energética. À medida que o Universo se expandiu, essa radiação foi «enfraquecendo» e chegou até nós como radiação de muito fraca energia – a radiação cósmica de microondas. Esta radiação só foi detectada em 1964, graças aos avanços tecnológicos na área das comunicações.
A abundância de elementos químicos leves no Universo é a terceira prova a favor do Big Bang. Este facto, observado por métodos cada vez mais precisos, nomeadamente no que diz respeito aos elementos mais leves, está de acordo com os valores calculados a partir da teoria do Big Bang.
Limitações da teoria
Embora seja aceite pela quase totalidade da comunidade científica actual, há ainda muitas questões a que não consegue dar resposta: Porque ocorreu o Big Bang? Como ocorreu? Havia algo antes do Big Bang? Qual o destino do Universo?
Estas questões, ainda sem resposta, constituem a argumentação apresentada pelos astrofísicos que não concordam com a teoria. Contudo, todos admitem que o Universo está em expansão, mas propõem diferentes teorias para explicar o fenómeno.
Teoria da Expansão Permanente
O Universo expandir-se-á para sempre, com as galáxias a afastarem-se continuamente umas das outras. Observações astronómicas recentes corroboram esta hipótese.
Teoria do Universo Oscilante ou Pulsátil
De acordo com esta teoria, verificar-se-á um retardamento progressivo da expansão até à situação extrema de se inverter o sentido do movimento das galáxias, que passarão a aproximar-se. Iniciar-se-á, então, uma contracção do Universo, que culminará com um novo Big Bang, recomeçando tudo de novo.
Teoria do Estado Estacionário
Esta terceira teoria rejeita o Big Bang e defende que a expansão se produz porque se cria constantemente nova matéria. Enquanto as galáxias se afastam umas das outras, formam-se novas galáxias nos intervalos, a partir de nova matéria em formação contínua.
Se, de facto, existem algumas limitações à teoria do Big Bang, então é perfeitamente normal que tivessem surgido outras hipóteses que tentassem explicar a formação do Universo. As últimas descobertas cosmológicas parecem confirmar a teoria do Big Bang, que terá de ser aperfeiçoada e completada para dar respostas às questões que ainda não as têm.
Concluímos que se o Universo se encontra em expansão, no futuro as galáxias estarão mais distanciadas, haverá mais espaço vazio entre elas e a densidade do Universo será cada vez menor. Uma das conclusões mais importantes do século XX é que o Universo tem uma história. Ele não existiu sempre tal e qual o vemos hoje.
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