Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha tentou destruir a indústria francesa de alta-costura, mas não teve êxito. Apesar do conflito, 92 ateliês continuaram abertos em Paris. As regras do racionamento limitavam a quantidade de tecidos que se podiam comprar e utilizar no fabrico de roupa, mas a moda sobreviveu à guerra. A silhueta do final dos anos 30, em estilo militar, manteve-se e novos materiais, como a viscose e as fibras sintéticas, começaram a ser utilizados.
Na Grã-Bretanha, foram criadas peças de vestuário para serem produzidas em massa. O corte era direito e masculino, ainda em estilo militar. O tweed, muito usado na época, constituía o tecido de eleição. As saias, franzidas ou com pregas finas, subiram um pouco e as calças compridas tornaram-se práticas. As meias de nylon e seda desapareceram do mercado.
Os cabelos começaram a usar-se mais longos do que nos anos 30 e os lenços eram um acessório recorrente. A maquilhagem tinha que ser improvisada com materiais caseiros.
Durante a guerra, desenvolveu-se também o chamado «ready-to-wear» (pronto a vestir), cujos modelos podiam ser encomendados por catálogo.
Os anos 40 fizeram despertar o interesse pelos chapéus, nos quais se investiu uma grande criatividade. Foram criados modelos grandes, com flores e véus, e outros, menores, em feltro, de estilo militar.
O isolamento de Paris fez com que os americanos se sentissem mais livres para inventar sua própria moda. Surgiram, então, os conjuntos, cujas peças podiam ser combinadas entre si, permitindo a mistura de peças para se criarem novos modelos. Estavam lançadas as bases do «sportswear» americano. O pronto-a-vestir transformou-se, assim, numa forma prática, moderna e elegante de sair à rua.
A libertação de Paris aconteceu em 1944 e, em 1945, foi inaugurada uma exposição com a intenção de angariar fundos para revitalizar a indústria da moda. Como não havia materiais em número suficiente para a produção de modelos luxuosos, vestiram-se pequenas bonecas com criações de grandes nomes da alta-costura francesa. No dia 27 de Março de 1945, Le Théatre de la Mode deslumbrou os seus convidados parisienses com uma exposição que seria visitada por mais de 200 mil franceses.
Em 1947, a primeira colecção de Christian Dior, com saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de saltos altos, foi um sucesso. Esta visão, extremamente feminina, iria ser o padrão da moda nos anos 50.