Antes do 25 de Abril de 1974, nada era como agora. Não existia liberdade de expressão, a actividade política, associativa e sindical era quase nula, controlada pela polícia política. Havia presos políticos, a Constituição não garantia os direitos dos cidadãos e Portugal mantinha uma guerra colonial, encontrando-se praticamente isolado da comunidade internacional.
A informação e as formas de expressão cultural eram controladas. A censura prévia abrangia toda a imprensa, o cinema, o teatro, as artes plásticas, a música e a escrita. A liberdade de expressão era inexistente.
A actividade política estava condicionada a uma única organização política, a União Popular/Acção Popular, não havendo eleições livres. A oposição ao regime era perseguida pela polícia política (PIDE/DGS) e tinha de agir na clandestinidade ou refugiar-se no exílio.
Os opositores eram presos sob acusação de pensarem e/ou agirem contra a ideologia e práticas do Estado Novo.
A Constituição não garantia o direito dos cidadãos à educação, à saúde, ao trabalho, à habitação. Não existia o direito de reunião nem de livre associação. As manifestações eram proibidas.
Actualmente, é complicado imaginar como seria Portugal antes do 25 de Abril de 1974, numa altura em que a palavra Democracia não fazia parte do vocabulário corrente.