O século XIX é marcado por mudanças na economia mundial com a expansão do capitalismo por vários cantos do mundo. Em muitos países, como em Portugal, isso marcou o aparecimento do consumo como uma relação social, ou seja, o aparecimento de sociedades de consumo.
Diariamente, anúncios de modelos de televisores, equipamentos de som, electrodomésticos, computadores, carros, roupas, etc. captam os olhares e ouvidos de homens, mulheres, jovens e crianças. Informam pouco sobre o que anunciam e geram, por meio de apelos emocionais, repentinas necessidades e demandas de consumo que nem imaginávamos que pudéssemos ter.
Em vez de fornecer informações para um consumo consciente e racional, a publicidade pode apelar para as sensações e as ilusões de que o consumo daquele produto modificará positivamente a vida do consumidor.
Assim, a publicidade invade insistentemente as nossas casas, através de diversos meios de comunicação, por exemplo, folhetos, jornais, rádio e televisão. A publicidade chega a invadir-nos nas ruas, onde é normalmente afixada nos muros, nos autocarros, táxis, bancos, hospitais, restaurantes…
Deste modo, os meios de comunicação são meios que propiciam a propagação da publicidade, contribuindo para o aumento do consumo, não só de bens, assim como de ideias políticas, religiosas e outras, através da propaganda.
Como escapar ao bombardeamento de ofertas publicitárias sem aderir ao consumo desenfreado?
Os meios de comunicação não servem apenas para difundir a publicidade. Observamos nos noticiários, por vezes, reportagens que chamam a atenção para a necessidade de hoje aprofundar as competências dos jovens para a leitura e análise dos anúncios publicitários, que devem ser lidos, analisados, compreendidos e criticados.