Lawrence Thomas Harvey, operário aposentado de uma fábrica de plástico, guarda (ou guardava), em seu apartamento de apenas um cômodo na cidade de Kansas, EUA, uma relíquia das mais inusitadas: o cérebro do físico Albert Einstein, morto em 1955. Na época, Harvey trabalhava como enfermeiro e participou da autópsia ao lado de mais de 20 médicos, quando foram retirados os olhos e o cérebro do cientista. Como a ocasião faz o ladrão, Harvey fez o possível para levar a maior parte da massa cinzenta.
Não se pode dizer, entretanto, que a relíquia serviu de amuleto para Harvey. Depois do roubo, ele foi expulso da universidade, divorcivou-se duas vezes e perdeu o registro de enfermeiro, tendo que trabalhar como operário para sobreviver. Infelizmente, a autenticidade do cérebro não pode ser comprovada, pois o prontuário de Einstein desapareceu, e sua filha Evelyn, que se ofereceu para testes genéticos, pode ser adotada. A descoberta foi feita pela equipe do documentário Arena, produzido pela BBC de Londres.