Rafael Bordalo Pinheiro, desenhador e ceramista, nasceu em Lisboa no dia 21 de Março de 1846. O pai iniciou-o no desenho, mas não apoiava a sua inclinação para a caricatura. Matriculou-se na Academia de Belas-Artes, apresentando, nas exposições, trabalhos muito aplaudidos pela crítica. Rejeitou continuamente propostas aliciantes de jornais estrangeiros, mas colaborou com várias publicações espanholas, inglesas e francesas.
Com a criação da Lanterna Mágica quebrou a monotonia portuguesa, ligando-se a Guerra Junqueiro, Guilherme de Azevedo e Lino de Andrade.
Em 1870, publica um álbum de caricaturas gravadas a água-forte, sob o título de «Calcanhar de Aquiles», onde figuravam os homens mais notáveis do seu tempo.
Em 1871, cria O Binóculo, sendo o primeiro jornal que se vendeu dentro dos teatros. De imediato, faz sair o Mapa de Portugal, vendendo mais de 4000 exemplares no espaço de um mês.
Dirige o jornal O Mosquito, no Rio de Janeiro, onde deixa críticas mordazes e momentos de grande saudade por Portugal. Em 1879, voltou para Lisboa e funda a folha humorística António Maria, seguindo-se Álbum de Glórias e Pontos nos ii.
Em Janeiro de 1885, resolve abandonar o jornalismo. A partir de então, dedica-se à cerâmica. A Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha é palco da sua criatividade.
Caricaturista também no barro, deu forma a figuras como o sacristão, o padre, o polícia, a ama de leite, a alcoviteira e o genial «Zé Povinho».
Dirigiu a construção do pavilhão português na Exposição de Paris de 1889.
Nas Caldas da Rainha existe um museu com o seu nome.
Faleceu em Lisboa, em 1905.