Sigmund Freud nasceu no dia 6 de Maio de 1856, em Freiberg, na Morávia, actual República Checa. Tinha três anos quando a família, de origem judaica, foi obrigada a fugir ao anti-semitismo que grassava o Império Austro-Húngaro, acabando por se estabelecer em Viena.
Em 1873, aos 17 anos, iniciou os estudos de Medicina. Sob a tutela do fisiologista alemão Ernst Wilhelm von Brücke, debruçou-se sobre o sistema nervoso central. Formou-se em 1882 e, três anos mais tarde, obteve apoio financeiro para visitar o neurologista Jean Charcot, em Paris, onde observou o uso da hipnose no tratamento de desordens de origem nervosa.
Em 1886, casou com Martha Bernays e, no ano seguinte, nasceu o primeiro dos seis filhos do casal. A família ficou completa em 1895, com o nascimento de Anna, que seguiu os passos do pai no estudo do ego, dos mecanismos de defesa e da psicanálise infantil.
Entre os 28 e os 39 anos, Freud consumiu cocaína, transformando-se na cobaia das suas próprias experiências. Acreditava que a droga poderia resolver estados depressivos e neuróticos.
Na sua prática clínica, começou por utilizar a hipnose no tratamento de pacientes com doenças nervosas cujos sintomas não tinham uma causa física aparente, mas o processo revelar-se-ia por vezes improfícuo. Renunciou a ele, estimulando o paciente a falar livremente do que lhe ocorria à mente. Ao preconizar a exploração do inconsciente através da reminiscência de estados psíquicos ou de factos passados causadores de perturbações mentais ou físicas, criou a psicanálise.
Morreu no dia 23 de Setembro de 1939, depois de lhe ter sido administrada, a seu pedido, uma injecção de morfina.