SEXO COM SEGURANÇA - O que é?
O termo designa os comportamentos sexuais que pretendem evitar o risco da contaminação pelo vírus da SIDA:
Fidelidade absoluta; relações sexuais sempre com uso correcto do preservativo< /a>; total inexistência de práticas sexuais de risco.
Sexo seguro significa também regresso à ternura, a descoberta do amor e das formas de o manifestar, que não se traduzem apenas no coito e no orgasmo.
Sexo com segurança pode pressupor mudanças de comportamento, tais como:
Acabar com as frequentes mudanças de parceiro;
Evitar que o esperma e o sangue contactem entre si;
Jamais ter relações sexuais sem protecção e assegurar-se contra os riscos de ferimentos (uso de espermicida).
SIDA
A palavra SIDA significa, "Sindroma de Imunodeficiência Adquirida", isto é, perda adquirida das defesas imunitárias.
SINTOMAS DA DOENÇA - Como reconhecê-los?
Os sintomas mais frequentes de uma doença provocada pelo vírus da SIDA (mas que podem igualmente surgir numa infecção ou doença benignas) são os seguintes:
Gânglios inflamados em diferentes partes do corpo, mas sobretudo no pescoço e nas axilas;
Grande lassidão, que pode durar semanas, e sem razão aparente;
Perda inexplicável de peso (superior a 4,5/7kg em 2 meses);
Febre e transpiração nocturna durante semanas;
Diarreia permanente, sem razão aparente;
Perturbações respiratórios permanentes e tosse seca;
Doenças de pele, súbito aparecimento de manchas vermelhas e purpúreas na pele, na boca ou nas pálpebras;
Fungos na boca.
SISTEMA DE DEFESA - Como funciona ? Que relação tem com a SIDA?
O sistema de defesa imunitária, no qual os glóbulos brancos desempenham um papel muito importante, tem como função identificar, atacar e destruir todos os intrusos (vírus, bactérias, parasitas, fungos..) que permanentemente ameaçam o nosso organismo e a nossa saúde. Normalmente, o nosso sistema imunitário produz, com bastante rapidez, os anticorpos necessários à protecção do organismo contra as infecções.
E assim acontece, nomeadamente no caso da infecção pelo VIH. Mas, facto surpreendente, os anticorpos praticamente nada podem fazer contra o vírus da SIDA e não têm capacidade para o destruir. Esta particularidade constitui uma das razões para a dificuldade sentida pelos cientistas na descoberta de uma vacina eficaz contra a SIDA. Tal facto deve-se à identificação do vírus com a estrutura dos linfócitos.
SODOMIA - Porque é tão perigosa?
No caso de sodomia, o pénis é introduzido no ânus.
Ao contrário da vagina, cujas paredes são espessas, não se encontram no recto substâncias lubrificantes passíveis de favorecer a penetração. Donde, o aparecimento de feridas através das quais o vírus penetra no sangue. (ver também Homossexualidade).
TOSSE
(ver Espirros)
TESTE VIH
O teste dos anticorpos anti-VIH ( a que também se chama incorrectamente teste da SIDA) não diz se o organismo foi atingido ou não pelo SIDA, mas apenas revela a presença de anti-corpos anti-VIH no organismo.
O teste permite detectar as imunoglobulinas e anticorpos que provam que a pessoa foi contaminada pelo vírus. Os anticorpos revelam a existência da contaminação, mas não protegem contra a doença.
Um resultado negativo significa:
Que o sangue da pessoa testada não apresenta anticorpos anti-VIH. Isso significa que cerca de 12 semanas antes da colheita, esta pessoa não tinha sido ainda contaminada pelo vírus da SIDA. Todavia, pode ter havido entretanto contaminação, porque os anticorpos só surgem entre as 6ª e 12ª semanas depois da contaminação (é o chamado período de janela).
Um resultado mais ou menos seguro só pode ser obtido após a 12ª semana seguinte à última situação de risco.
Um resultado positivo significa:
Que se detectou a presença de anticorpos anti-VIH no sangue da pessoa testada, o que permite concluir ter havido contaminação pelo vírus da SIDA. Mas, de acordo com o estado actual dos conhecimentos, tal não significa que um seropositivo vá desenvolver necessariamente a SIDA. Todavia, ficará contaminado durante toda a vida e pode transmitir o vírus, porque o sangue e o esperma, ou as secreções vaginais, contêm vírus VIH ou/e linfócitos contaminados.
Antes de se submeter ao teste, deveria colocar-se a seguinte questão:
"Como vou ultrapassar a incerteza até à obtenção do resultado?" E "como vou reagir se for seropositivo" ? E ainda "quem me vai ajudar"?
Antes da decisão será conveniente consultar um médico ou um psicólogo.
O teste pode, de facto, acabar com a angústia, mas também pode trazer um pesado fardo psíquico. Daí que só deveria submeter-se ao teste quem pensa ter estado numa real situação de risco, pelo menos 12 semanas antes. Neste caso, será melhor informar o/a parceiro/a e ambos fazerem o teste. Nas grávidas o teste é aconselhável quando se conhecem situações de risco, antes ou durante a gravidez.
Onde se pode fazer o teste?
Qualquer médico pode colher alguns centímetros cúbicos de sangue e remetê-los a um laboratório especializado.
Os laboratórios distritais de saúde pública e de alguns hospitais, estão capacitados para fazer o teste Elisa e encarregam-se do encaminhamento necessário à execução do teste de confirmação (Western-BIot), o qual deve ser efectuado sempre que o teste Elisa dê um resultado positivo.
TRANSFUSÃO SANGUÍNEA - É perigosa?
O vírus da SIDA é essencialmente transmitido por via sanguínea (e pelo esperma/líquido seminal). Se o sangue estiver contaminado pelo vírus, e se for usado em transfusão sanguínea, pode provocar nova contaminação.
Foi problemática antes da implementação do teste de rastreio dos anticorpos, mas hoje as reservas de sangue são sistematicamente controlados.
Para mais informação, consulte a Página do Dador de Sangue.
VACINA - Não existe nenhuma vacina contra a SIDA?
Actualmente não há nem medicamentos, nem vacina que permitam prevenir a SIDA.
Todavia é possível travar a sua expansão. Cada pessoa tem o dever de se informar sobre a SIDA e de tomar as precauções necessárias, ou seja, modificar o seu comportamento, quando necessário.
VIA ENDOVENOSA
É a via usada para as drogas tais como a heroína e o craque. Essa a razão de os toxicodependentes estarem expostos a um m aior risco de contrair a SIDA.
VIH - Vírus da Imunodeficiência Humana
Designação actual do vírus da SIDA. Há dois tipos de vírus: VIH-1 e VIH-2, sendo este mais frequente nos africanos ou em pessoas que residiram em Africa.
VIRUS
Um vírus não é um organismo completo. A palavra vírus significa veneno em latim.
É tão pequeno que não se consegue ver ao microscópio normal. O vírus é muito mais pequeno que uma bactéria. Não é um ser vivo dotado de metabolismo e de movimento próprio.
Não pode nem deslocar-se, nem saltar. De facto, é uma grande molécula de proteína que depende totalmente de uma célula viva.
O vírus instala-se numa célula, e no caso da SIDA, num linfócito T - helper. Pode aí permanecer escondido durante anos. A pessoa contaminada sente-se bem, pode trabalhar, viver e amar normalmente, mas permanece seropositiva e, portanto, pode transmitir o vírus sem saber. E sobretudo, será seropositiva para toda a vida.
Quem identificou o vírus da SIDA?
O vírus da Imunodeficiência Adquirida (VIH) foi descrito, pela primeira vez, em 1983, no Instituto Pasteur de Paris.
Em 1984, o Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos publicou um importante relatório sobre a descoberta deste vírus.
Qual a proveniência do vírus?
Têm-se colocado inúmeras hipóteses. Todavia, do ponto de vista científico, não é possível determinar, com rigor, a proveniência biológica ou geográfica deste vírus.
Como é que o vírus penetra no corpo humano?
A probabilidade de uma contaminação pelo vírus da SIDA não é forte: o vírus não é muito resistente e morre rapidamente ao ar. É sobretudo transmitido através do sangue, do esperma e das secreções vaginais de uma pessoa seropositiva ao penetrar no sistema sanguíneo de outra pessoa, ou por ocasião de relações sexuais, hetero e homossexuais.
No esperma, a concentração do vírus pode ser tão elevada que se deve evitar, a todo o custo, um contacto. Uma mãe infectada transmite o vírus ao seu bebé durante a gravidez, ou por ocasião do parto.
Há outros casos de transmissão do vírus:
Através de transfusões sanguíneas e do leite materno.
A contaminação pode também verificar-se na altura de uma inseminação artificial com esperma infectado, ou quando do transplante de órgão ou de tecidos provenientes de um dador contaminado.
Não se pode eliminar o vírus, como sucede com outros?
Actualmente, não há nem vacina, nem medicamentos eficazes. Quem contraiu o vírus fica contaminado para o resto dos seus dias.
A utilização do AZT, e mais recentemente de cocktails medicamentosos, nos seropositivos tem permitido alargar o período de ausência de sintomas ou de infecções oportunistas, mas não altera a situação desse individuo face à infecção pelo VIH.
Também se sabe existirem pessoas que, naturalmente, são resistentes à infecção pelo VIH. É o caso estudado de prostitutas e prostitutos que, apesar de múltiplas relações não protegidas com indivíduos que se veio a saber serem portadores da SIDA, nunca contraíram a doença.
Pensa-se que tal se de ve às características genéticas e específicas do seu sistema imunitário. Estes casos estão actualmente a ser objecto de estudo, a fim de se poder determinar qual a particularidade que aí existe, e assim, conseguir compreender melhor o mecanismo de infecção e defesa contra o vírus.
Este texto foi extraído de uma publicação da autoria da
Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA