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Autor Tópico: ABC da sida - Tudo o que precisa de saber  (Lida 503 vezes)
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« em: 02-02-2010 , 23:57 »

ANIMAIS
Os animais domésticos e outros, com excepção dos antropóides, não podem ser contaminados pelo vírus da SIDA. Está excluída a hipótese de transmissão por esta via.
  
ANTICORPOS
Os anticorpos encarregam-se da determinação dos vectores das doenças e, se possível, da sua destruição no quadro do nosso sistema imunitário.
Infelizmente, os anti-corpos anti-VIH não têm qualquer poder face ao vírus. Quando se efectua um teste de rastreio dos anticorpos anti-VIH, a presença destes indica que a pessoa testada foi contaminada, e é seropositiva.
  
AZT - Azidothymidina
Medicamento que impede a multiplicação do vírus, permite prolongar a vida dos doentes de SIDA e retardar o aparecimento de situações de doença declarada, nos indivíduos seropositivos.
  
BARBEIRO
(ver Cabeleireiro)
  
BEIJO DE AMOR - Não há de facto perigo neste contacto íntimo?
Se bem que se tenham encontrado vírus VIH na saliva, a sua quantidade é muito diminuta para poder ser infectante.
Mais recentemente, descobriu-se que a mucosa da boca pode ser contaminada com muita facilidade pelo VIH, pelo que é necessário redobrado cuidado com o sexo oral, ou em beijar pessoas com feridas ou doenças hemorrágicas na boca.
  
BISSEXUAL - Que significa?
Denominam-se bissexuais as pessoas que têm, regularmente, relações sexuais com pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto, relações homossexuais e heterossexuais indistintamente.
  
CABELEIREIRO - Existe risco de contaminação?
Sim, se forem utilizados instrumentos cortantes ou perfurantes, tais como navalhas de barba, lâminas, estiletes, e estes entrarem em contado com o sangue quer do cliente quer do profissional em questão. Os instrumentos utilizados devem ser sempre cuidadosamente desinfectados após cada utilização. Os clientes devem exigir o cumprimento desta regra. A desinfecção deve ser com álcool a 70% ou com lixívia.
  
COMPORTAMENTO - Face aos seropositivos e doentes com SIDA. Que fazer?
Evitar as relações sexuais sem protecção e a troca de seringas. Os contactos sociais não são perigosos. Dê provas de humanidade e de solidariedade.
Todos precisamos uns dos outros:
Não recuse os contados pessoais e sociais que são muito importantes para o equilíbrio psicológico de indivíduos infectados e de doentes.
Tocar. Os contactos norma is (abraçar, acariciar, etc.) não devem ser modificados - agir como sempre o fez dará ao doente a sensação de ser tratado com a necessária humanidade.
Telefonar com mais frequência e fazer visitas levando amigos e conhecidos.
Apoiar, por exemplo, na correspondência; nas coisas a tratar com o médico, com o hospital, com serviços; nas aulas; no tratamento das crianças; etc.
Convidar para festas, exposições, cinema, teatro, concertos.
Apoiar o/a namorado/a, a fim de que se adaptem em relação à doença, falando disso com naturalidade.
Levar prendas que demonstrem a amizade: livros, revistas, discos, cassetes, etc.
Interessar-se pelo estado do doente, não se inibir de pedir noticias da sua saúde, o que pensa das alterações que tem vindo a sofrer etc.
Organizar uma excursão, uma visita ao médico, ou uma saída a qualquer sitio.

  
COMPORTAMENTO DE RISCO
A SIDA atinge uma extensa camada de população, nomeadamente as pessoas sexualmente activas, qualquer que seja a sua raça, sexo e idade.
Há comportamentos que são particularmente de risco face à SIDA mas que podem ser diminuídos:
Os toxicodependentes (ver Drogas) têm comportamentos de risco pela troca de seringas e agulhas e também muitas vezes pelo comportamento sexual.
Igualmente muito expostos estão os homens e adolescentes que têm relações homossexuais.
Cada vez mais expostos, os homens e mulheres que mudam frequentemente de parceiros ou que têm relações sexuais com parceiros de que desconhecem o comportamento sexual, quando não usam preservativo ou outras formas de sexo em segurança.

  
CRIANÇAS - Estão muito expostas?
Não, salvo as crianças nascidas de mães seropositivas e que foram contaminadas durante a gravidez, na altura do parto, ou mais raramente pelo leite materno.
Até hoje ainda não se constatou nenhum caso de contaminação devido a outras causas, em crianças das escolas, dos internatos, dos jardins de infância.
Os contactos sociais habituais entre crianças e seropositivos não são perigosos.
Os hábitos dos adolescentes, tais como carícias, beijos (ver Beijo de Amor), etc., não são perigosos. Também não o são as carícias e toque dos órgãos genitais, desde que o liquido e as secreções seminais e vaginais de seropositivos não entrem em contacto com as mucosas ou lesões da pele da pessoa não contaminada.
  
CURA - A SIDA tem cura?
A SIDA caracteriza-se por uma quebra do sistema imunitário do organismo. Por este facto, as infecções de ordem geral não podem ser combatidas eficazmente. Daí o perigo de morte, quando a doença se declara.
Actualmente, a cura não é possível. A única medida situa-se, presentemente, na prevenção.
  
DÁDIVA DE SANGUE - É perigoso?
Não, em caso algum. As colheitas de sangue são efectuadas por pessoal médico, com material cuidadosamente esterilizado.
Não se deve dar sangue senão quando se está de perfeita saúde e quando não se sofre de hepatite nem de infecção grave. Quem pensa poder ser seropositivo, ou quem tenha comportamentos de risco, não deverá, em caso algum, dar sangue.
Dar sangue, com o objectivo de obter gratuitamente um teste de anticorpos anti-VIH, põe a vida dos outros em perigo. Neste caso, deve-se consultar um se rviço especializado para obter a análise.
Para mais informação, consulte a Página do Dador de Sangue.
  
DDI - DINANOSINA
É o segundo medicamento aprovado para tratamento do SIDA. Parece ter sido bem sucedido em alguns casos de resistência ao AZT.
  
DISCRIMINAÇÃO - Porquê?
A SIDA é ainda uma doença recente, grave e mortal.
É uma doença diferente das outras pois atinge sobretudo jovens, adultos e pessoas com comportamentos que a sociedade rejeita.
Algumas pessoas pensam que se devem evitar os portadores do vírus, como aconteceu, em plena Idade Média, com as vítimas da peste e outras epidemias. Mas o caso da SIDA é muito diferente. Os contados sociais com pessoas infectadas não apresentam qualquer perigo. Trata-se apenas de evitar as relações sexuais sem protecção e a troca de seringas já utilizadas.
O isolamento das pessoas ou a aplicação de medidas discriminatórias não seria solução para o problema da SIDA. Bem pelo contrário.
  
DROGAS - Por que é que os toxicodependentes são tão ameaçados pela SIDA?
Aspiração de sangue
A razão principal é que eles têm o costume de trocar ou de emprestarem os utensílios, nomeadamente as seringas e as agulhas.
Os toxicodependentes utilizam a seringa para injecções intravenosas. Após a injecção, aspiram sangue para a seringa, a fim de extraírem restos de droga. Depois voltam a injectar esse sangue.
 
Troca de agulhas sujas: perigo de morte!
Quem empresta ou utiliza uma seringa não esterilizada corre perigo de morte. Os resíduos de sangue presentes na agulha são suficientes para infectar um novo utilizador.
 
Riscos acumulados: droga e prostituição
Numerosos toxicodependentes estão duplamente em perigo porque, por um lado, utilizam seringas sujas que podem infectá-los, e por outro têm relações sexuais com diversos parceiros.
Muitos toxicodependentes, de ambos os sexos, enveredam pela prostituição a fim de obterem o dinheiro necessário à aquisição de droga. Consequentemente, trocam de parceiro com frequência. Os clientes têm o hábito irresponsável de exigir uma relação não protegida e não querem utilizar preservativo. Por esse facto, não só correm grande risco como igualmente expõem o parceiro ao risco.
 
Primeiro encontro com a droga. Atenção aos locais de convívio
Onde quer que os jovens se encontrem aí estão os vendedores de droga. Constantemente na procura de novos clientes e de maiores fornecimentos, oferecem facilmente a primeira dose aos jovens curiosos, só para experimentar. Os jovens, ao aceitarem, não só correm o perigo de virem a tornar-se dependentes, como também, pelo facto de lhes ser emprestada uma seringa, correm perigo de se infectarem com o vírus da SIDA.
Assim, os jovens adolescentes devem estar de sobreaviso: uma única experiência pode ser fatal.
  
ESPERMICIDA - É importante usar?
O espermicida torna os espermatozóides inactivos pelo que é usado como método anti-concepcional. Relativamente à SIDA, alguns espermicidas inactivam o vírus VIH em estudos laboratoriais. É aconselhado o seu uso sobre o pénis ou sobre o preservativo, quando este não é lu brificado de origem.
  
ESPIRROS - Há perigo de contaminação pela SIDA?
Não. O vírus da SIDA pode estar presente na saliva e nas lágrimas, mas em quantidades tão ínfimas que não há contaminação.
  
ESTETICISTA
(ver Cabeleireiro)
  
EXPANSÃO - Qual é a actual dimensão e onde começou?
A SIDA tem uma história recente e todavia já dramática à escala mundial.
1981 - Os primeiros casos de SIDA são recenseados nos E.U.A.
1983 - Descoberta do vírus da SIDA
1985 - Estabelecimento do teste de anticorpos anti-VIH
1987 - Segundo as estimativas, mais de 50.000 mortos de SIDA no mundo, mais de 100.000 doentes e cerca de 5 a 10 milhões de seropositivos.
1991 - Dez anos após a descoberta da SIDA, estimam--se, a nível mundial, 50 a 100 milhões de seropositivos e alguns milhões de doentes de SIDA.
1993 - O número de doentes continua a aumentar. Portugal registou, até Dezembro desse ano, e desde o início da epidemia, 1641 casos. Encontrava-se em 10º lugar a nível europeu.
  
FELÁCIO - O que é exactamente?
A palavra designa uma prática sexual, durante a qual os órgãos genitais masculinos estão em contado com a boca da parceira/o.
O risco de contaminação existe, sobretudo se o esperma entrar na boca e houver feridas ou soluções de continuidade.
A prática sexual em que o parceiro toca com a boca ou língua os órgãos genitais da parceira, corre menos risco e chama-se cunilingus.
  
FERIMENTOS - É perigoso ajudar um ferido?
Não, desde que se observem as regras elementares de higiene. Uma pessoa ferida, sobretudo se sangra abundantemente, deve ser assistida com os necessários cuidados.
Os profissionais de saúde devem observar as habituais regras de precaução genéricas para quem trabalha com doentes e com líquidos orgânicos.
  
GRAVIDEZ - Por que é que o feto pode vir a ser infectado pelo vírus da SIDA?
Apenas é possível se a mãe já for seropositiva aquando da gravidez, ou se foi contaminada nesse período. A transmissão à criança pode surgir durante a gravidez, no momento do parto e, eventualmente, na altura da amamentação. As crianças filhas de mães seropositivas podem vir a ter SIDA em 25% dos casos.
  
HETEROSSEXUAL
O termo designa uma pessoa que tem relações sexuais exclusivamente com o sexo oposto (homem/mulher).
  
HOMOSSEXUAL
Chama-se homossexualidade ao amor entre parceiros do mesmo sexo. As suas actividades sexuais centram-se sempre numa pessoa do mesmo sexo.
Existem também pessoas que integram em si as duas tendências: homossexuais, ou seja fixadas no seu próprio sexo, e heterossexuais, fixadas no sexo oposto. Diz-se destas pessoas que são bissexuais. Muitas vezes, são pessoas casadas, têm filhos mas mantêm uma relação amorosa com uma pessoa do mesmo sexo.
 
Por que é que há tantos homossexuais com SIDA?
Algumas das suas práticas sexuais aumentam os riscos. É o caso, po r exemplo, da sodomia, em que se introduz o pénis no ânus. O recto não é apropriado para receber um membro em erecção, pois que, ao contrário da vagina, não é lubrificado por secreções. Acresce ainda referir que as paredes da vagina são muito mais espessas.
Se o vírus da SIDA, veiculado pelo esperma, penetrar no recto, poderá vir a infiltrar-se facilmente atravessando a mucosa através de ferimentos ínfimos e penetrar assim no sistema sanguíneo do parceiro não contaminado.
As mucosas das paredes do intestino absorvem as substâncias muito rapidamente. È por isso que, sempre que os médicos querem agir com rapidez, administram substâncias sob a forma de supositórios.
A prática de relações anais dum homem com uma mulher também é mais perigosa, em termos de propagação do vírus da SIDA, do que a relação coital.
  
continua...
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    « Responder #1 em: 02-02-2010 , 23:58 »

    INFECÇÃO - Como se processa?
    O vírus da SIDA transmite-se sobretudo por: relações heterossexuais e homossexuais; troca de seringas e agulhas entre toxicodependentes; através de mãe seropositiva, no decurso da gravidez ou no momento do parto.
    Há ainda outros perigos de contaminação, se bem que mais raros: por meio de sangue ou de produtos sanguíneos, aquando de transfusões; através da dádiva de sangue ou do esperma (cada dador deve ser testado); por uso de objectos cortantes contaminados; pelo leite materno.
     
    INFECÇÃO OPORTUNISTA - O que é exactamente?
    São doenças infecciosas, que raramente surgem numa pessoa que tenha o seu sistema imunitário intacto. Para o médico, são um sinal de que poderá estar perante um caso de SIDA (mas não necessariamente).
     
    JOVENS< /a> - Por que é que a juventude é particularmente vulnerável?
    Porque:
    As pessoas sexualmente activas, que têm relações sexuais espontâneas e apreciam as frequentes mudanças de parceiros, são as mais vulneráveis, a menos que procurem manter relações sexuais protegidas a partir do início da relação, ou se mantenham fieis a um só parceiro. Entre jovens as experiências sexuais são um desafio.
    As drogas intravenosas são sobretudo utilizadas pelos jovens.
    Portanto:
    Evitar totalmente as drogas e, acima de tudo, não trocar seringas e agulhas.
    Usar sempre preservativo de forma correcta.
     
    LINFÓCITOS
    Os linfócitos são glóbulos brancos que desempenham um papel importante no nosso sistema imunitário.
    O vírus da SIDA não ataca uma célula qualquer, visa os linfócitos T helper, peça fundamental do nosso sistema imunitário.
    O objectivo deste sistema é identificar, localizar e destruir todos os intrusos, quer estes sejam substâncias, quer sejam organismos tais como bactérias, parasitas, fungos, vírus, permitindo assim evitar as doenças ou favorecer a sua cura.
    Uma pessoa atingida pela SIDA, ou no seu último estádio, é vulnerável a toda a espécie de doenças provocadas pelo próprio vírus, que tem uma característica particularmente maléfica: obriga as células contaminadas a produzirem inúmeras cópias do vírus, que, contaminando outros linfócitos T helper, os vão paralisar. É a destruição do sistema imunitário.
     
    MANICURE
    (ver Cabeleireiro)
     
    MENINGITE
    A meningite declara-se frequentemente nos doentes de SIDA. É uma infecção oportunista.
     
    MOSQUITOS - Se os mosquitos picarem um seropositivo, podem vir a infectar uma pessoa não contaminada?
    Não! A melhor prova é-nos dada pelos Estados Africanos.
    Nestas populações a contaminação pela SIDA é frequente, sobretudo em bebés (contagiados pela mãe), e em jovens a partir dos 14 anos (relações sexuais e droga). A faixa etária dos 6-13 anos não é atingida. Os únicos casos de contágio, neste grupo, são devidos a transfusões sanguíneas.
    Se os mosquitos tivessem capacidade de transmitir o vírus da SIDA, dada a sua presença constante nesses países, a epidemia seria ainda mais grave e atingiria todas as idades.
     
    NAMORADO/A
    Os casais que vivem uma relação durável e estável, que são fiéis entre si e não se drogam, estão perfeitamente protegidos contra os riscos de contaminação pelo VIH.
    Pelo contrário, se um dos parceiros teve contactos sexuais, fora desta relação, desde 1979 até aos dias de hoje, ou se um deles consumiu drogas, ambos os parceiros correm perigo. Isto é válido tanto para os heterossexuais (mulher/homem), como para os casais homossexuais.
    Mencionemos ainda a existência de hemofílicos que foram contaminados pelo vírus, por via de produtos sanguíneos. Nestes casais há também risco de contaminação.
    Em todos os casos, bastará recorrer a métodos de protecção (preservativo), quando houver relações sexuais, até que haja a certeza de que nenhum dos parceiros foi contagiado (fazendo testes).
     
    PNEUMONIA - É um sintoma de SIDA?
    Uma forma particular de pneumonia faz parte da SIDA declarada, mas uma pneumonia pode ter outras causas. A pneumonia por Pneumocystis carinii é uma das infecções oportunistas nos doentes de SIDA.
     
    PRESERVATIVO
    Os preservativos de boa qualidade constituem uma barreira não ultrapassável pelo vírus da SIDA.
    Esta afirmação baseia-se em resultados inequívocos, obtidos em laboratório. A explicação é simples: as moléculas de água são muito mais pequenas do que o vírus. Ora, os preservativos de boa qualidade são impermeáveis à água, logo são impermeáveis aos vírus da SIDA e ao esperma.
    A objecção de que o preservativo constitui um método de contracepção pouco seguro não é válida, desde que seja correctamente utilizado.
    Os preservativos controlados de maneira competente, são perfeitamente seguros, a não ser que se verifiquem erros na sua manipulação, ou sejam utilizados após o seu prazo de validade. Mas, como em todas as coisas, a segurança absoluta não existe.
    Erros de manipulação mais frequentes:
    O preservativo pode ser danificado ao retirar-se do invólucro, ou por se esticar demasiadamente no pénis em erecção. Atenção às unhas pontiagudas e longas, aos anéis, etc.;
    O preservativo não foi colocado correctamente ou não foi completamente desenrolado em todo o comprimento; li>O preservativo fo i colocado demasiado tarde, ou o pénis não foi retirado imediatamente após a relação sexual, o que possibilitou que o esperma entrasse em contacto com a vagina.
    Recomendações:
    Utilize apenas preservativos de marcas controladas.
    Verifique se a embalagem fechada apresenta ainda uma bolha de ar. Se não, deite fora ou devolva.
    Leia as instruções sobre o modo de utilização correcta do preservativo.
    Não use vaselina ou cremes para o lubrificar, porque esses produtos atacam o látex e destroem o preservativo. Use só geleias à base de água.

     
    PRESERVATIVO FEMININO - É eficaz?
    O seu uso não é fácil nem muito prático, mas devidamente utilizado é bastante eficaz.
    É o único método de protecção que pode ser utilizado por iniciativa das mulheres.
     
    PROSTITUTA/O
    Mulher ou homem que aceita ter relações sexuais por dinheiro, "a mais velha profissão do mundo", apresenta cada vez mais perigo de contaminação, desde que as relações não sejam protegidas por preservativo.
    Estas pessoas e os seus clientes estão expostos a um perigo gravíssimo, porque têm um elevado número de parceiros. A frequência com que essas pessoas têm outras doenças sexualmente transmitidas, favorece o contágio pelo VIH.
     
    PROSTITUIÇÃO DE TOXICODEPENDENTES
    Os toxicodependentes d e ambos os sexos prostituem-se frequentemente porque precisam de elevadas somas para adquirirem droga.
    Por isso, menores de ambos os sexos praticam prostituição mais barata, com vista à obtenção certa de dinheiro.
     
    RELAÇÕES SEXUAIS - Como evitar ou diminuir o risco?
    A fidelidade é ainda a melhor garantia. Não tendo a certeza sobre se o parceiro é ou não seropositivo, utilize sempre preservativo nas relações sexuais.
    Existem outras regras fundamentais que permitem reduzir os riscos de contaminação:
    Quem não tiver a certeza sobre o comportamento do parceiro, deverá evitar todo o contado de líquido seminal com a boca.
    É necessário prudência ou evitar as práticas sexuais conducentes a ocasionar minúsculos ferimentos nas mucosas do recto, da vagina ou do pénis (introdução de dedos, unhas pontiagudas ou outros objectos, na vagina ou no recto), porque os vírus eventualmente presentes poderão penetrar directamente na via sanguínea, através destes minúsculos ferimentos.
    Costuma dizer-se: "uma vez não são vezes", mas neste contexto este provérbio não tem sentido. Todos os jovens devem saber que uma única relação sexual é suficiente para se poder engravidar ou para se apanhar uma doença. Por isso, deverão recusar qualquer relação sexual espontânea com um parceiro desconhecido e sobretudo não tomar drogas.
    Também deverá ser evitada a prática da sodomia, porque neste caso o perigo de contágio é particularmente elevado. Existem preservativos próprios para a prática da sodomia, mas a sua protecção não é total.
    Evitar completamente as relações sexuais sem protecção, com prostitutas/os.
    A continência e a fidelidade são cer tamente o melhor meio de protecção contra a SIDA. Em caso de dúvida, utilizar sempre um preservativo, desde o início até ao fim da relação, e colocá-lo correctamente.

     
    RETROVIRUS
    São vírus capazes de transformar o seu património genético, o ARN (ácido ribonucleico) em ADN (ácido desoxirribonucleico), presente nas células contaminadas. No momento da multiplicação e da renovação das células, este património genético é retransmitido.
     
    SARCOMA DE KAPOSI
    Cancro da pele e mucosas, surge frequentemente na SIDA declarada. Antes da eclosão da SIDA, era uma doença rara que afectava sobretudo os idosos.
     
    SERINGA - Qual é o perigo de as trocar?
    Entre toxicodependentes há o costume de trocar seringas.
    Se um seropositivo faz parte do círculo, o perigo de contágio para os utilizadores seguintes é muito grande, porque os toxicodependentes têm o costume de molhar a seringa com o seu sangue. Depois de terem injectado a droga na veia, aspiram sangue na seringa para diluir os restos de droga e voltam a injectá-lo.
    Em conclusão: Diga não a uma seringa em 2ª mão. Nas farmácias trocam-se seringas usadas por seringas novas.
     
    SEROPOSITIVO(A) - Que fazer?
    Seropositivo = contaminado pelo vírus da SIDA.
    A certeza de que se é seropositivo constitui, como é evidente, um pesado fardo psíquico para qualquer pessoa.
    As relações com a família, com os amigos, ou seja, a aceitação plena de alguém que é seropositivo, são de uma enorme importância.
    Podem decor rer anos antes do aparecimento da doença. Uma pessoa contaminada deve considerar a possibilidade de adoecer de SIDA e até mesmo de morrer prematuramente. Mas a questão que se põe é a de saber como se comportar num caso destes.
    As pessoas seropositivas devem usar todos os meios para que o vírus não contamine as pessoas sãs. Assim devem:
    Utilizar sempre e de forma correcta o preservativo, do princípio ao fim das relações sexuais.
    Não doar sangue, nem esperma, nem órgãos.
    Não consumir drogas e sobretudo não trocar de seringa ou outros utensílios cortantes ou perfurantes.
    As mulheres seropositivas devem evitar, por todos os meios, uma gravidez.
    O aparecimento da doença pode certamente ser retardado, por meio da medicação mais recente, de um comportamento correcto e de uma vida saudável:
    Proteger-se de uma nova contaminação.
    Cumprir a medicação, por vezes algo complexa de tomar.
    Fazer desporto, dormir o tempo suficiente, comer regular e racionalmente, limitar o consumo de tabaco e de álcool.
    Consultar o médico quando em presença de sintomas, tais como diarreia, inflamação dos gânglios, alterações cutâneas, febre, tosse.

    continua...
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    « Responder #2 em: 02-02-2010 , 23:59 »

    SEXO COM SEGURANÇA - O que é?
    O termo designa os comportamentos sexuais que pretendem evitar o risco da contaminação pelo vírus da SIDA:
    Fidelidade absoluta; relações sexuais sempre com uso correcto do preservativo< /a>; total inexistência de práticas sexuais de risco.
    Sexo seguro significa também regresso à ternura, a descoberta do amor e das formas de o manifestar, que não se traduzem apenas no coito e no orgasmo.
    Sexo com segurança pode pressupor mudanças de comportamento, tais como:
    Acabar com as frequentes mudanças de parceiro;
    Evitar que o esperma e o sangue contactem entre si;
    Jamais ter relações sexuais sem protecção e assegurar-se contra os riscos de ferimentos (uso de espermicida).

     
    SIDA
    A palavra SIDA significa, "Sindroma de Imunodeficiência Adquirida", isto é, perda adquirida das defesas imunitárias.
     
    SINTOMAS DA DOENÇA - Como reconhecê-los?
    Os sintomas mais frequentes de uma doença provocada pelo vírus da SIDA (mas que podem igualmente surgir numa infecção ou doença benignas) são os seguintes:
    Gânglios inflamados em diferentes partes do corpo, mas sobretudo no pescoço e nas axilas;
    Grande lassidão, que pode durar semanas, e sem razão aparente;
    Perda inexplicável de peso (superior a 4,5/7kg em 2 meses);
    Febre e transpiração nocturna durante semanas;
    Diarreia permanente, sem razão aparente;
    Perturbações respiratórios permanentes e tosse seca;
    Doenças de pele, súbito aparecimento de manchas vermelhas e purpúreas na pele, na boca ou nas pálpebras;
    Fungos na boca.

     
    SISTEMA DE DEFESA - Como funciona ? Que relação tem com a SIDA?
    O sistema de defesa imunitária, no qual os glóbulos brancos desempenham um papel muito importante, tem como função identificar, atacar e destruir todos os intrusos (vírus, bactérias, parasitas, fungos..) que permanentemente ameaçam o nosso organismo e a nossa saúde. Normalmente, o nosso sistema imunitário produz, com bastante rapidez, os anticorpos necessários à protecção do organismo contra as infecções.
    E assim acontece, nomeadamente no caso da infecção pelo VIH. Mas, facto surpreendente, os anticorpos praticamente nada podem fazer contra o vírus da SIDA e não têm capacidade para o destruir. Esta particularidade constitui uma das razões para a dificuldade sentida pelos cientistas na descoberta de uma vacina eficaz contra a SIDA. Tal facto deve-se à identificação do vírus com a estrutura dos linfócitos.
     
    SODOMIA - Porque é tão perigosa?
    No caso de sodomia, o pénis é introduzido no ânus.
    Ao contrário da vagina, cujas paredes são espessas, não se encontram no recto substâncias lubrificantes passíveis de favorecer a penetração. Donde, o aparecimento de feridas através das quais o vírus penetra no sangue. (ver também Homossexualidade).
     
    TOSSE
    (ver Espirros)
     
    TESTE VIH
    O teste dos anticorpos anti-VIH ( a que também se chama incorrectamente teste da SIDA) não diz se o organismo foi atingido ou não pelo SIDA, mas apenas revela a presença de anti-corpos anti-VIH no organismo.
    O teste permite detectar as imunoglobulinas e anticorpos que provam que a pessoa foi contaminada pelo vírus. Os anticorpos revelam a existência da contaminação, mas não protegem contra a doença.
    Um resultado negativo significa:
    Que o sangue da pessoa testada não apresenta anticorpos anti-VIH. Isso significa que cerca de 12 semanas antes da colheita, esta pessoa não tinha sido ainda contaminada pelo vírus da SIDA. Todavia, pode ter havido entretanto contaminação, porque os anticorpos só surgem entre as 6ª e 12ª semanas depois da contaminação (é o chamado período de janela).
    Um resultado mais ou menos seguro só pode ser obtido após a 12ª semana seguinte à última situação de risco.
    Um resultado positivo significa:
    Que se detectou a presença de anticorpos anti-VIH no sangue da pessoa testada, o que permite concluir ter havido contaminação pelo vírus da SIDA. Mas, de acordo com o estado actual dos conhecimentos, tal não significa que um seropositivo vá desenvolver necessariamente a SIDA. Todavia, ficará contaminado durante toda a vida e pode transmitir o vírus, porque o sangue e o esperma, ou as secreções vaginais, contêm vírus VIH ou/e linfócitos contaminados.
    Antes de se submeter ao teste, deveria colocar-se a seguinte questão:
    "Como vou ultrapassar a incerteza até à obtenção do resultado?" E "como vou reagir se for seropositivo" ? E ainda "quem me vai ajudar"?
    Antes da decisão será conveniente consultar um médico ou um psicólogo.
    O teste pode, de facto, acabar com a angústia, mas também pode trazer um pesado fardo psíquico. Daí que só deveria submeter-se ao teste quem pensa ter estado numa real situação de risco, pelo menos 12 semanas antes. Neste caso, será melhor informar o/a parceiro/a e ambos fazerem o teste. Nas grávidas o teste é aconselhável quando se conhecem situações de risco, antes ou durante a gravidez.
    Onde se pode fazer o teste?
    Qualquer médico pode colher alguns centímetros cúbicos de sangue e remetê-los a um laboratório especializado.
    Os laboratórios distritais de saúde pública e de alguns hospitais, estão capacitados para fazer o teste Elisa e encarregam-se do encaminhamento necessário à execução do teste de confirmação (Western-BIot), o qual deve ser efectuado sempre que o teste Elisa dê um resultado positivo.
     
    TRANSFUSÃO SANGUÍNEA - É perigosa?
    O vírus da SIDA é essencialmente transmitido por via sanguínea (e pelo esperma/líquido seminal). Se o sangue estiver contaminado pelo vírus, e se for usado em transfusão sanguínea, pode provocar nova contaminação.
    Foi problemática antes da implementação do teste de rastreio dos anticorpos, mas hoje as reservas de sangue são sistematicamente controlados.
    Para mais informação, consulte a Página do Dador de Sangue.
     
    VACINA - Não existe nenhuma vacina contra a SIDA?
    Actualmente não há nem medicamentos, nem vacina que permitam prevenir a SIDA.
    Todavia é possível travar a sua expansão. Cada pessoa tem o dever de se informar sobre a SIDA e de tomar as precauções necessárias, ou seja, modificar o seu comportamento, quando necessário.
     
    VIA ENDOVENOSA
    É a via usada para as drogas tais como a heroína e o craque. Essa a razão de os toxicodependentes estarem expostos a um m aior risco de contrair a SIDA.
     
    VIH - Vírus da Imunodeficiência Humana
    Designação actual do vírus da SIDA. Há dois tipos de vírus: VIH-1 e VIH-2, sendo este mais frequente nos africanos ou em pessoas que residiram em Africa.
     
    VIRUS
    Um vírus não é um organismo completo. A palavra vírus significa veneno em latim.
    É tão pequeno que não se consegue ver ao microscópio normal. O vírus é muito mais pequeno que uma bactéria. Não é um ser vivo dotado de metabolismo e de movimento próprio.
    Não pode nem deslocar-se, nem saltar. De facto, é uma grande molécula de proteína que depende totalmente de uma célula viva.
    O vírus instala-se numa célula, e no caso da SIDA, num linfócito T - helper. Pode aí permanecer escondido durante anos. A pessoa contaminada sente-se bem, pode trabalhar, viver e amar normalmente, mas permanece seropositiva e, portanto, pode transmitir o vírus sem saber. E sobretudo, será seropositiva para toda a vida.
    Quem identificou o vírus da SIDA?
    O vírus da Imunodeficiência Adquirida (VIH) foi descrito, pela primeira vez, em 1983, no Instituto Pasteur de Paris.
    Em 1984, o Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos publicou um importante relatório sobre a descoberta deste vírus.
    Qual a proveniência do vírus?
    Têm-se colocado inúmeras hipóteses. Todavia, do ponto de vista científico, não é possível determinar, com rigor, a proveniência biológica ou geográfica deste vírus.
    Como é que o vírus penetra no corpo humano?
    A probabilidade de uma contaminação pelo vírus da SIDA não é forte: o vírus não é muito resistente e morre rapidamente ao ar. É sobretudo transmitido através do sangue, do esperma e das secreções vaginais de uma pessoa seropositiva ao penetrar no sistema sanguíneo de outra pessoa, ou por ocasião de relações sexuais, hetero e homossexuais.
    No esperma, a concentração do vírus pode ser tão elevada que se deve evitar, a todo o custo, um contacto. Uma mãe infectada transmite o vírus ao seu bebé durante a gravidez, ou por ocasião do parto.
    Há outros casos de transmissão do vírus:
    Através de transfusões sanguíneas e do leite materno.
    A contaminação pode também verificar-se na altura de uma inseminação artificial com esperma infectado, ou quando do transplante de órgão ou de tecidos provenientes de um dador contaminado.
    Não se pode eliminar o vírus, como sucede com outros?
    Actualmente, não há nem vacina, nem medicamentos eficazes. Quem contraiu o vírus fica contaminado para o resto dos seus dias.
    A utilização do AZT, e mais recentemente de cocktails medicamentosos, nos seropositivos tem permitido alargar o período de ausência de sintomas ou de infecções oportunistas, mas não altera a situação desse individuo face à infecção pelo VIH.
    Também se sabe existirem pessoas que, naturalmente, são resistentes à infecção pelo VIH. É o caso estudado de prostitutas e prostitutos que, apesar de múltiplas relações não protegidas com indivíduos que se veio a saber serem portadores da SIDA, nunca contraíram a doença.
    Pensa-se que tal se de ve às características genéticas e específicas do seu sistema imunitário. Estes casos estão actualmente a ser objecto de estudo, a fim de se poder determinar qual a particularidade que aí existe, e assim, conseguir compreender melhor o mecanismo de infecção e defesa contra o vírus.


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    Este texto foi extraído de uma publicação da autoria da
    Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA
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