As famosas linhas de Nazca podem ser encontradas no deserto a cerca de 321 km ao sul de Lima, no Peru. Na planície medindo aproximadamente 59 km de comprimento e 1,6 km de largura existem linhas e figuras gravadas que tem intrigado os cientistas desde sua descoberta, nos anos 1930. As linhas correm perfeitamente rectas, algumas paralelas umas às outras, muitas se cruzando, fazendo com que pareçam, para quem olha de cima, pistas de pouso de antigos aeroportos. Isto estimulou Erich Von Däniken no seu livro "Eram os deuses astronautas", a sugerir que elas eram de facto pistas para naves extraterrestres. A teoria extra terrestre é proposta principalmente por aqueles que consideram difícil de acreditar que uma raça de "índios primitivos" poderia ter a inteligência de conceber tal projecto, muito menos a tecnologia para transfor-
mar o conceito em realidade. As evidências apontam em sentido contrário. Os Aztecas, os Toltecas, os Incas, os Maias, etc., são prova bastante que os Nazca não necessitariam de ajuda extraterrestre para criar a sua galeria de arte no deserto. Em qualquer caso, não é necessário possuir uma tecnologia muito sofisticada para criar grandes figuras, formas geométricas e linhas rectas, como foi mostrado pelos criadores dos chamados círculos nas searas. Os Nazca provavelmente usaram grelhas para criarem as suas figuras gigantes - macaco, aranha, beija-flor, etc. A parte mais difícil do projecto estaria em mover todas as pedras e a terra para revelar o subsolo mais claro. Não há realmente nada misterioso sobre como os Nazca criaram as suas linhas e figuras. O que intriga é que essas linhas e figuras foram feitas em tal escala que só podem ser reconhecidas a partir de uma altitude elevada. Então qual o significado delas? Alguns acreditam que tem objectivos astronómicos, enquanto outros acreditam que serviam para cerimónias religiosas. Uma teoria recente sugere que as linhas levam a fontes de água preciosa. A verdade é que ninguém realmente sabe. Uma das teorias interessantes é que os índios Nazca poderiam ter sabido contruir balões e utilizados para orientar os seus desenhos colossais no deserto. Essa teoria baseia-se no vaso encontrado com uma gravura de um suposto balão, que se encontra no Museu de Lima. E foi baseado nessa teoria que em 1975, um grupo da International Explorers Society conseguiu construir o Condor I, baseado no desenho impresso no vaso guardado no museu e usando tecnologias encontradas na época e local da sociedade indígena.




