Usar gesso provoca alterações no cérebro. A fratura de um braço, por exemplo, faz com que o lado do cérebro que comanda o membro imobilizado diminua em massa cinzenta e branca.
Partir um membro e, consequentemente, usar gesso para tratar a fratura, faz com que o cérebro sofra mudanças. Por exemplo, se uma pessoa partir o braço e ficar com esse membro superior engessado durante algum tempo, as regiões do cérebro ocupadas com as atividades do outro braço aumentam de tamanho ao passo que o espaço cerebral dedicado as atividades relacionadas com o membro limitado diminui.
O cérebro humano é um órgão adaptável e em constante evolução, daí que se transforma plasticamente consoante as condições, neste caso em especial quando se reduz a sensibilidade e mobilidade de algumas partes do corpo.
Investigadores da Universidade de Zurique estudaram as alterações na estrutura do cérebro de dez pessoas destras que partiram o braço direito e tiveram de estar com o membro imobilizado durante pelo menos duas semanas. Observou-se uma redução da quantidade de massa branca e cinzenta do hemisfério esquerdo do cérebro e o aumento da habilidade motora da mão esquerda, algo que está relacionado com o aumento das massas, tanto cinzenta como branca, no lado direito do cérebro.
A investigação foi levada a cabo por meio da análise de imagens de ressonâncias magnéticas dos cérebros das pessoas estudadas. Estes resultados animam os investigadores no que diz respeito à reabilitação de doentes que tenham sofrido AVCs ou outros problemas. O artigo relativo a este estudo foi publicado na revista da Academia Americana de Neurologia.