No seu auge, a civilização Maia chegou a ter mais de 40 cidades espalhadas numa região que hoje inclui a península de Yucatán, um pedaço do estado de Chiapas, no México, e partes de Belize, Guatemala e Honduras. Uma área de cerca de 325.000 km2. Nesse período, entre os séculos III e IX, os Maias dominavam a Astronomia, a Matemática, a Escrita, nortea-
vam-se por um preciso sistema de calendários e eram sofisticados construtores. Formavam a civilização de tecnologia mais avançada do mundo, à frente das maiores potências europeias. Por volta do século IX, no entanto, os Maias experimenta-
ram um colapso súbito. Os centros urbanos densamente povoados foram abandonados e a civilização, da forma como até então era conhecida, simplesmente desapareceu. Um fim tão misterioso que até hoje provoca polémica. Nas últimas décadas, os pesquisadores tem investigado o desaparecimento desta grande civilização que já durava à mais de 20 séculos: um cataclismo, uma prolongada seca, uma guerra sangrenta, uma catástrofe de dimensões continentais. Durante boa parte do século XX, a imagem que se tinha dos Maias era de um povo pacífico, governado por sacerdotes e voltado apenas para actividades religiosas e de observação dos astros. Um contraste em relação aos impérios guerreiros e sanguinários do México central. A decifração de hieróglifos maias, no entanto, forneceu um retrato completamente diferente desse povo. Descobriu-se que muitos deles contavam a história de governantes em guerra com cidades rivais e obcecados por sacrifícios humanos.