A minúscula ilha de Bimini, nas Bahamas, foi descoberta em 1512 por Juan Ponce de León, que ouviu dos nativos, que diziam que a ilha abrigava inumeráveis tesouros, assim como a existência de uma fonte da qual jorrava o elixir da eterna juventude. Em Setembro de 1968, foi descoberta uma estrutura submersa no mar de 70 metros de comprimento e 10 metros de largura, construída com grandes blocos de pedras perfeitamente regulares e unidas por uma espécie de cimento. Calcula-se que alguns destes monólitos deviam pesar cerca de cinco toneladas. Parece impossível que se trata de uma estrutura natural pela simetria que apresenta todo o conjunto. Foram efectuadas análises para determinar sua antiguidade, com o carbono 14, e foi estabelecido que havia sido construída à uns 9000 anos. Logo apareceram vestígios de culturas mediterrâneas, que muitos identificaram como a Atlântida, mas que finalmente foram atribuídas aos fenícios. Efectivamen-
te, as investigações mostravam uma alarmante semelhança com as embarcações que costumam construir estes mercado-
res em águas do Mediterrâneo e desde os que saiam em suas naves para comercializar suas riquezas por todos os mares conhecidos. Evidentemente, em dado momento da história, o muro estava por cima da superfície. O que é indubitável é que ali existiu, à milhares de anos, uma suposta cultura da qual somente restou um efémero rasto de pedras submersas. Algumas moedas supostamente fenícias, viriam a confirmar a presença de povos mediterrâneos em terras americanas muito antes de Colombo ter nascido. Mas se isso é assim, por que passou oculto a existência do novo continente até que alguns espanhóis ali chegaram em fins do século XV? O que foi feito dos povos que se assentaram na outra margem do Atlântico? São perguntas que infelizmente ficam sem resposta.