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Autor Tópico: Império Português no séc. XVIII - Território e recursos naturais  (Lida 764 vezes)
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« em: 14-01-2011 , 18:22 »

Império Português no séc. XVIII - Território e recursos naturais

Como já estudaste, durante a União Ibérica os países inimigos da Espanha (como a Holanda, a Grã-Bretanha e a França) ocuparam parte do Império Português.

Após a restauração da independência, Portugal, apesar de ter recuperado alguns dos territórios que antes possuía, acabou por perder, definitivamente, outros, sobretudo no Oriente. Embora o comércio com esta região se continuasse a fazer, foi diminuindo bastante nos séculos XVII e XVIII, devido à concorrência estrangeira.

Os principais domínios e interesses comerciais portugueses concentravam-se agora em volta do oceano Atlântico. Navios portugueses cruzavam este oceano, navegando entre os três continentes – Europa, África e América – e tendo os arquipélagos como pontos de apoio à navegação (ver figura abaixo).



O Brasil, principal fonte de riqueza do Reino

No século XVII, o açúcar brasileiro ocupou o lugar dos produtos orientais na economia portuguesa. S. Salvador da Baía, então capital do Brasil, tornou-se uma das mais importantes cidades do Reino.
Foram os lucros do comércio do açúcar que permitiram a D. João IV não só fazer face às despesas da Guerra da Restauração, como comprar ao estrangeiro os produtos de primeira necessidade, como os cereais, que escasseavam em Portugal. No entanto, foi no século XVIII que os engenhos produziram maior quantidade de açúcar.

Nos finais do século XVII e durante o século XVIII, ocorreu ainda no Brasil um facto de grande importância económica: a descoberta e exploração de minas de ouro e diamantes. Foram descobertas pelos bandeirantes, grupos de colonos que organizavam expedições para o interior do território brasileiro com o objectivo de conhecer os seus recursos naturais e aprisionar indígenas para trabalharem nos engenhos.



A coroa portuguesa beneficiou largamente dessa descoberta, cobrando aos particulares que exploravam o ouro e os diamantes o "quinto", ou seja, a quinta parte do metal extraído.

Retirado de História e Geografia de Portugal - Vol. 1 - 6.º ano, de Ana Rodrigues Oliveira,
Arinda Rodrigues e Francisco Cantanhede, Texto Editores.


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