Na parte Ocidental do Crescente Fértil, localiza-se o Egipto. Embora em grande parte desértico (apenas 3% do seu território é ocupado por terras férteis), este país possui, marginando o rio Nilo, um extenso e estreito oásis no qual se fixou, ao longo dos tempos, numerosa população.
O Egipto é composto por duas regiões: o vale do Nilo que atravessa todo o planalto desértico e o Delta do Nilo, planície triangular, junto à foz do Mediterrâneo. O caudal irregular do Nilo condiciona a vida das populações (texto 1). Junto deste rio, nasceu uma agricultura dedicada principalmente ao cultivo de cereais, vinha e árvores de fruto. Os Egípcios ainda cultivavam o linho, utilizado para o fabrico de vestuário, cordas e velas e o papiro, que servia para o fabrico de papel e para a construção de barcos. Também a pecuária e o artesanato tiveram grande desenvolvimento. Dedicaram-se ainda à olaria, cestaria, construção naval, ao trabalho dos metais e à ourivesaria.
Navegável em quase todo o seu percurso, o Nilo era, para além de local de pesca e de caça (normalmente aos patos), a grande via de comércio interno; mas o Egipto estabeleceu também, através do Mediterrâneo, relações marítimas com a Fenícia, para onde exportava o trigo em excesso e donde importava a madeira de que necessitava. Surgia assim o comércio internacional.

Os animais eram utilizados não só para o fornecimento de alimentos e matérias-primas mas ainda nos trabalhos agrícolas e no transporte de cargas.
Retirado de História 7.º - 7.º Ano de Ana Rodrigues Oliveira, Francisco Cantanhede e Olávia Mendonça
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