Meninos, temos de mudar de casa.
Mudar de casa, porquê?
- Porque esta vai ser demolida.
Mas estávamos aqui tão bem! Foi aqui que nascemos…
<!endif]–>Ainda vão servir no apartamento?
- Nem pensar! São muito curtos. Vou dá-los à tia Elisa.
Catrapuz!… Crac… Pom-Pom atirou para
o c’cão o frasco de perfume.
- É preciso apanhar os bocados.
- Vou-me pôr a mexer - diz o Pom-Pom.
Hop! Esconde-se numa gaveta. Ninguém dá por ele.
- Querem arrumar essas fotografias, meninos?
- Onde vamos guardá-las? - Depois as classificam. Agora não há tempo.
A casa está de pernas para o ar.
Já nada está no seu lugar.
Já ninguém sabe o que há-de fazer.
- Socorro!… Este quadro é pesado como chumbo.
Levanta-o mais, Francisco. Não consigo tirá-lo do prego.
- Como vamos transportar este tapete? Vai ser difícil levá-lo…
- E posto de pé? Talvez seja mais fácil. Vamos experimentar. - Não, assim não…
- Esperem, meninos! O Pai já vai ajudar.
O coração da Anita batia com força. Hoje deixa a escola para sempre.
Até à vista, Anita. Para onde vais morar?
- Para os lados da Colina
Azul. Há uma escola perto do nosso apartamento.
- Esperamos- que nos venhas ver de vez em quando - dizem as amigas.
- Claro que venho.
- Mas porque nos deixas? - diz Michu, a colega de carteira da Anita. - Nunca mais te vejo?
- Claro que vês. Prometo voltar.
Chega o dia da mudança.
O Pai e a Mãe andam numa roda-viva.
Anita, Pedro e Francisco
correm para todos os lados.
Os homens da mudança carregam o piano.
É uma manobra difícil.
- Cuidado, meninos, cuidado, saiam debaixo
da plataforma. É perigoso.
- Não se pode levar tudo de uma vez.
- Sim, claro… Vamos lá ver…
Os móveis couberam todos no camião. Afinal, quem o diria?, vai tudo de uma vez. Chegam à nova residência da Anita.
Os homens das mudanças descarregam as mobílias. As crianças reúnem-se no passeio.
- És tu a nova vizinha do quarto andar? Como te chamas? - Anita… E tu?
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