O Presidente da República e o presidente do BES mostram-se optimistas sobre a viabilização do Orçamento do Estado.
Sem se alongar em comentários nem se comprometer com opiniões, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, lá foi pedindo "toda a abertura" ao PS para analisar as propostas do PSD ao Orçamento do Estado para 2011 (OE).
Apesar de estar a acompanhar o processo de negociação, Cavaco Silva frisou que "este é o tempo da Assembleia da República e dos partidos nela representados e o partido que apoia o Governo deve manifestar toda a abertura para analisar as propostas apresentadas pelos diferentes partidos. É isso que se espera", disse Cavaco Silva aos jornalistas, à margem da entrega dos prémios do BES Inovação. E realçou "o espírito construtivo" feito por todas as partes.
Já Ricardo Salgado, presidente-executivo do BES, vai mais longe e acredita num acordo rápido para viabilizar o OE. "Acredito que vai ser alcançado rapidamente um acordo que viabilize o Orçamento", afirmou aos jornalistas na mesma ocasião. O presidente-executivo do BES admitiu que "ninguém gosta deste OE" mas é "necessário atendendo às circunstâncias terríveis em que a economia europeia e portuguesa se encontram". E lembrou que, apesar dos portugueses estarem "preocupados com a dureza do Orçamento", a situação de Portugal não é a única, existindo outros casos complicados na Europa. "O Orçamento inglês prevê que a área pública perca mais de 500 mil empregos ou a situação da Irlanda ou as greves em França".
De resto, o presidente-executivo do BES apontou que "os dois grupos que estão a negociar o acordo são liderados por pessoas que são grandes especialistas da área financeira e económica e grandes conhecedores dos mercados, por isso tudo farão com que haja aprovação". E lá foi dizendo: "Vamos ver se sai rapidamente [o OE] porque é muito importante para ver se os juros da dívida do País baixam".