"O memorando assinado é um documento sem quaisquer garantias para o Estado", avança o ministro da Economia e Emprego.
Álvaro Santos Pereira falava na Comissão de Economia e Obras Públicas, sobre a suspensão do investimento previsto pela Nissan para a construção da fábrica de produção de baterias para veículos eléctricos em Cacia, em Aveiro.
A fábrica tinha capacidade instalada de 50 baterias, e 4 linhas de produção. O investimento rondaria as 250 milhões de euros. Para Álvaro Santos Pereira, "a história é fácil de resumir. A empresa apresentou uma candidatura que foi aprovada. O memorando foi assinado, mas era pouco mais de um conjunto de condições sem garantias. E neste estava estipulado que a Nissan poderia alterar ou cancelar o investimento. "
Mais tarde o investimento foi reavaliado para 160 milhões e 2 linhas de produção. Para o ministro, nessa altura a Nissan começava a dar sinais de claro desinvestimento e os governantes da altura de nada fizeram. Álvaro Santos Pereira diz que "o que sucedeu é que a Nissan chegou à conclusão de que as actuais fábricas chegam para responder à procura actual.
Basilio Horta, deputado e ex-presidente da AICEP, explica que quando assinámos o memorando que demorou 2 anos a negociar, falou-se com Carlos Tavares, vice presidente da Nissan e português para trazer para Portugal este investimento.
"A EFACEC fez os postos eléctricos e já exportou 25 milhões de euros, a fabrica da Mitsubishi está a produzir eléctrico, Canter, temos vários pontos de abastecimento eléctrico.. tudo isto levou a Nissan a pensar em Portugal", diz Basílio Horta.
O deputado refere que "Não assinamos o contrato porque assim iríamos dizer a sim a tudo o que a Nissan queria, e isso não era possível. Não houve desinvestimento pois eles investiram 10 milhões de euros. Espera-se que este investimento seja aproveitado pela Faurecia, um fabricante de componentes automóveis."