O presidente executivo da TAP, que esta semana completou 10 anos à frente da companhia aérea portuguesa, considera que o processo de privatização da transportadora poderá estar para breve.
«De acordo com as condições de mercado e as orientações do accionista, penso que o processo [de privatização] poderá ser desencadeado em breve», afirmou Fernando Pinto, por escrito, em resposta às questões colocadas pela agência Lusa.
O presidente executivo da TAP disse que só ainda não foi possível concretizar a privatização da empresa, «devido
devido aos sistemáticos problemas que a indústria [da aviação] tem vivido».
Mas este é um objectivo que «continua a estar na ordem do dia, em especial porque estando o Estado, por legislação comunitária, impedido há mais de uma década de apoiar financeiramente a companhia de bandeira, ela não tem outra forma de ser capitalizada».
Desde que chegou à TAP, Fernando Pinto sentiu «a necessidade da capitalização da empresa», uma situação que o gestor diz que se resolve com a privatização.
Em tempo de crise, o presidente executivo da TAP aponta a aposta nos mercados com «maior potencial de crescimento», como África, Brasil e Leste da Europa, como a forma de «compensar as dificuldades existentes noutros mercados». Aliás, doi terços das receitas da TAP já são «obtidas nos diferentes mercados onde opera».