As ‘yields’ da dívida portuguesa descem na generalidade dos prazos e o preço de um seguro contra o ‘default’ da República está mais barato.
Portugal está a beneficiar de notícias de que o Governo grego e os líderes políticos do país chegaram a acordo sobre parte medidas de austeridade exigidas pela ‘troika' como contrapartida de um segundo resgate segundo resgate ao país de 130 mil milhões de euros e um ‘perdão' de 100 mil milhões à sua dívida privada, evitando assim o 'default' já em Março.
Sinal da melhoria da percepção do risco em relação a Portugal é a queda acentuada do preço dos credit default swaps (CDS) sobre Obrigações do Tesouro (OT) de Portugal a cinco anos, que funcionam como uma espécie de seguro que os investidores pagam para se protegerem de um cenário de incumprimento por parte de um país. Este indicador de risco de dívida está hoje a descer 81 pontos para 1.206,30 pontos. É a maior queda no mundo, segundo o monitor da Bloomberg, que analisa 59 países. Isto significa que é necessário pagar 1,2 milhões euros por ano para segurar 10 milhões de euros de dívida soberana portuguesa.
No mesmo sentido, as taxas de juro implícitas da dívida portuguesa recuam hoje em praticamente todas as maturidades. A ‘yield' das obrigações do Tesouro (OT) português a 10 anos, por exemplo, desce para 13,561%, depois de ter superado os 17% na semana passada, devido aos receios de uma nova ajuda ao país. Já as 'yields' dos títulos de dívida italiana e espanhola sobem em todas as frentes.
O alívio dos indicadores de risco da dívida nacional acontece depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter garantido ontem que Portugal vai cumprir o programa da ‘troika', "qualquer que seja o resultado da negociação que está a decorrer em Atenas.