O governo norte-americano encerrou a embaixada na Síria e retirou a restante equipa diplomática em funções no país, depois do governo de Bashar al-Assad recusar cumprir os requisitos de segurança solicitados pelos Estados Unidos, avança a CNN, citando um alto comissário do Departamento de Estado do país. A Síria está a ferro e fogo depois de mais uma onda de violência generalizada que, segundo ativistas e testemunhos locais, fez mais de 300 mortos só este fim de semana.
Fonte oficial da embaixada adiantou à televisão norte-americana que 17 funcionários, incluindo o embaixador Robert Ford, já deixaram o país.
Dois dos funcionários do corpo diplomático já tinham partido num voo comercial há cerca de duas semanas e esta segunda-feira Robert Ford, em conjunto com a restante equipa, foram conduzidos para a Jordânia, de onde partirão com destino aos Estados Unidos.
Grande parte dos funcionários da embaixada já tinha sido levada no inícido do ano para o país de origem e a equipa tinha sido reduzida em dezembro.
Fonte oficial citada pela CNN indica que a situação no país tornou-se insuportável para que a embaixada permaneça operacional e em segurança.
As autoridades sírias só foram informadas acerca do abandono do corpo diplomático norte-americano já depois da embaixada ter sido evacuada e da equipa estar fora do país.
Segundo a CNN, a decisão foi tomada por Hillary Clinton, depois de membros consulares notificarem a Secretária de Estado norte-americana acerca da instabilidade e insegurança no local.
A crescente preocupação com a segurança no país vem no seguimento dos atentados de janeiro, em Damasco, junto ao escritório de duas empresas de segurança, que as autoridades locais acreditam ter mãos da Al Qaeda.
Blindados avançam sobre Damasco
Entretanto, centenas de blindados do exército sírio tomaram hoje de assalto a cidade de Zabadani, na província de Damasco, informa o Observatório Sírio dos Direitos Humanos em comunicado, citado pela agência Lusa.
"As forças do exército regular apoiadas por centenas de blindados tomaram de assalto a cidade de Zabadani", lê-se na nota que assinala um ataque na localidade de Daraya, também perto da capital.
Hoje, as forças leais ao presidente Bashar al-Assad voltaram a bombardear a cidade de Homs, um dos redutos da oposição ao regime. Morreram pelo menos 50 pessoas, segundo testemunhas locais.